CEO da Wedefin fala sobre educação financeira no mundo cripto
Manter os conhecimentos atualizados sobre finanças é a ferramenta mais eficaz de otimizar portfólios e obter rendimentos melhores, sobretudo no longo prazo. Para simplificar esse processo, plataformas de investimentos, a exemplo da Wedefin, permitem que tanto usuários iniciantes quanto experientes sejam capazes de fazê-lo sem grandes dificuldades.
Nomes proeminentes do mercado, como os analistas Miles Deutscher, Alexander Klinkov e Loma servem como base para estudos sobre análise técnica. Tais conhecimentos podem ser vantajosos aos que desejam realizar operações de maneira mais arrojada e consistente.
Entretanto, estudos mais densos podem fugir do interesse ou da disponibilidade das pessoas que querem ingressar no mercado cripto. Por essa razão, inúmeras empresas passaram a construir soluções digitais que trazem a experiência de profissionais da área para o grande público.
Esta mudança do status quo pode ajudar a construir um futuro financeiro mais sustentável e inclusivo. No entanto, há detalhes que merecem destaque.
Os desafios da educação financeira
Alguns obstáculos precisam ser superados para que as criptomoedas se tornem, de fato, uma opção segura e consolidada no mercado financeiro. Desenvolvedores e empresários em todo o planeta trabalham diariamente a fim de unir o melhor dos dois mundos: as interfaces intuitivas e familiares dos sistemas tradicionais e a segurança e escalabilidade da tecnologia blockchain.
Usuários insistem em investimentos obsoletos
Segundo o CEO da Wedefin, Miller Mendoza Jiménez, “a educação financeira já enfrenta desafios nos mercados tradicionais, pois muitas pessoas desconhecem oportunidades de investimento. Frequentemente, mantêm suas economias em contas que rendem menos do que a inflação em seus respectivos países”.
Por exemplo, a poupança costuma render menos que a inflação no Brasil. Ela é atrelada à taxa básica de juros (Selic): quando está acima de 8,5%, a poupança rende juros de 0,5% ao mês, acompanhados da Taxa Referencial (TR). Quando a taxa fica abaixo de 8,5%, os rendimentos passam a ser de 70% sobre a taxa Selic, mais a TR. Em 1º de março de 2025, a Taxa Referencial estava em 0,11%. O Banco Central do Brasil (BCB) fornece dados diários a respeito da Selic.
Segundo Mendoza, os desafios relacionados às criptomoedas são ainda maiores. “Os conceitos são altamente técnicos, como chaves públicas e privadas, frases de recuperação (seed phrases) e práticas de segurança. Existem milhares de projetos, muitos dos quais são golpes. As pessoas precisam aprender a diferenciar projetos legítimos, identificar as criptomoedas certas e tomar decisões de investimento informadas”, comentou.
Gerenciamento de riscos: opções variadas
O gerenciamento de riscos também é digno de nota. Qualquer produto que ofereça retornos financeiros oferece algum grau de risco, mas é possível reduzi-los. Os que desejam aplicar fundos de maneira mais conservadora podemfazê-lo tanto no mercado tradicional quanto com criptomoedas, desde que as aplicações sejam distribuídas adequadamente.
Por outro lado, pessoas que têmum perfil mais agressivo tendem a comprar ativos digitais com maior volatilidade, incluindo memecoins em certos casos. Embora as chances de ganhos sejam maiores, as perdas também podem ser mais acentuadas que as de uma carteira mais equilibrada.
Muitos buscam criptoativos específicos simplesmente por conta da alta valorização que apresentam no curto prazo. Esse tipo de mentalidade pode levar a grandes perdas, sobretudo se as aplicações forem realizadas em ativos digitais recém-criados e de baixa liquidez.
Jimenez sugere aos iniciantes investirem em ativos já consolidados, como bitcoin (BTC) e ether (ETH). Apesar de voláteis, eles já percorreram uma longa trajetória de aceitação e desenvolvimento, fazendo-os serem reconhecidos como projetos de alta credibilidade.
Competitividade traz novas oportunidades
Plataformas que auxiliam na construção de portfólios cripto contam com a presença de vários analistas, cada qual com uma abordagem diferente sobre o comportamento dos preços dos ativos. Essa diversidade de pensamento permite que os investidores escolham grupos ou pessoas específicas de acordo com o grau de risco que desejam.
“Por exemplo, o bitcoin tem um fornecimento máximo fixo de 21 milhões de BTC, o que significa que, à medida que a adoção cresce, a demanda aumenta, potencialmente impulsionando os preços para cima. No entanto, nem todas as criptomoedas seguem esse modelo, pois cada uma tem sua própria tokenomia”, comentou Mendoza.
As finanças descentralizadas (DeFi) permitem que qualquer pessoa atue como seu próprio banco. Produtos financeiros que não estão disponíveis nas plataformas tradicionais podem ser incorporados em estratégias, fazendo com que as pessoas aprendam naturalmente conceitos sobre conceitos-chave, como oferta e demanda.
A barreira da complexidade
Nem todas as plataformas DeFi são suficientemente acessíveis ao público leigo. Isso significa que gerações anteriores poderão ter dificuldades para ingressar neste mercado, o que limita substancialmente a adoção em massa dos ativos digitais.
Por se tratar de um mercado novo e em constante expansão, ele passa por períodos de testes e adaptações para que se torne cada vez mais familiar ao público em geral. Em janeiro de 2009, quando o bitcoin foi lançado, colocá-lo em uma carteira era um trabalho desafiador para novatos. Afinal, por não haver opções simplificadas, era necessário baixar uma versão extremamente complexa, oferecida pelos próprios desenvolvedores da criptomoeda.
Com o tempo, carteiras digitais mais simples foram criadas. Muitas delas são interoperáveis. Isso significa que elas podem ser sincronizadas em múltiplos dispositivos, como computadores e smartphones.
O mesmo vale para a evolução das interfaces em plataformas cripto: elas estão cada vez mais similares às aplicações bancárias convencionais. Exchanges costumam oferecer “versões simplificadas” para os usuários que apenas desejam comprar e vender criptoativos rapidamente, sem perder tempo com ajustes desnecessários.
Um conselho da Wedefin aos iniciantes
Mendoza reforçou que analistas responsáveis por construir portfólios podem (e devem) ser observados regularmente. De tempos em tempos, esses profissionais realizam ajustes no portfólio para torná-lo mais atraente: quando isso acontece, os iniciantes devem observar os motivos por trás dessas mudanças.
“Na Wedefin, os novatos podem seguir uma alocação de índice moldada pelos 20 melhores traders da plataforma, que competem entre si. Esse índice serve como um resumo do sentimento dos analistas, fornecendo informações valiosas. Ele beneficia aqueles que não têm tempo para pesquisar, ao mesmo tempo que incentiva a curiosidade sobre por que a carteira é estruturada de uma determinada maneira”, comentou.
Acompanhar as notícias regularmente pode trazer luz às estratégias que devem ser tomadas. Certas decisões governamentais ou relacionadas ao desenvolvimento dos projetos podem impactar diretamente nos preços dos ativos, seja positivamente ou negativamente.
O post CEO da Wedefin fala sobre educação financeira no mundo cripto apareceu primeiro em PanoramaCrypto.