Bitcoin e criptomoedas recuam após inflação acima do esperado nos EUA
O mercado de criptomoedas registrou nova queda nesta sexta-feira (28), com a capitalização global dos ativos digitais recuando quase 6% para US$ 2,82 trilhões. O movimento ocorreu após a divulgação de novos dados macroeconômicos nos Estados Unidos, que apontaram uma inflação ligeiramente acima das previsões dos analistas.
O Índice de Preços ao Consumidor PCE, principal métrica de inflação utilizada pelo Federal Reserve, subiu 0,4% em fevereiro na comparação mensal, superando a expectativa de 0,3%. No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 2,8%, acima da projeção de 2,7%.
Impacto nos preços das criptomoedas
A divulgação dos dados pressionou ainda mais os preços dos principais ativos digitais. O Ethereum (ETH) caiu para US$ 1.866 (-6,7%), a Solana (SOL) recuou para menos de US$ 130 (-6,6%) e o XRP voltou ao patamar de US$ 2,15 (-7,4%).
O Bitcoin (BTC), por outro lado, apresentou um recuo mais moderado, caindo 3,8% e sendo negociado a US$ 83.685 no momento da publicação.

Para Matt Mena, estrategista de pesquisa da 21Shares, o impacto dos dados de inflação não foi expressivamente negativo para os mercados de risco, mas exige cautela.
“Não é um dado otimista, mas também não é totalmente desfavorável”, afirmou.
Segundo ele, o Bitcoin segue demonstrando resiliência, destacando seu papel como um ativo resistente à inflação e não soberano, capaz de proteger carteiras em momentos de incerteza.
Expectativas para o segundo trimestre
Os ativos digitais continuarão sensíveis ao cenário macroeconômico no segundo trimestre. Embora historicamente o período seja positivo para o Bitcoin, analistas alertam que mudanças nas políticas econômicas e tensões comerciais podem influenciar o desempenho do mercado de forma diferente este ano.
Relatório da Bitfinex destaca que, no primeiro trimestre, o Bitcoin tem maior correlação com ativos de risco tradicionais. No segundo trimestre, no entanto, o ativo pode reagir mais a eventos geopolíticos e mudanças regulatórias.
Entre os fatores que podem impactar o mercado, Mena apontou o avanço nas discussões regulatórias nos EUA, incluindo regras para stablecoins e mudanças no comando da SEC. Além disso, o apoio público da Casa Branca à criação de uma reserva nacional de Bitcoin pode reforçar um cenário positivo para o ativo.
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